sábado, 8 de setembro de 2007

O Dia Seguinte - 31/08/07

Depois de uma boa noite de sono, sabia bem era um bom duche para acordar e relaxar da exaustiva viagem. E foi o que fiz! Entretanto preparamos qualquer coisa só para enganar o estômago, que havíamos comprado na noite anterior no Tesco, um supermercado tipo continente com uma enorme variedade de produtos, que costuma estar aberto 24horas, pois tínhamos acordado tarde e às 14h00 devíamos de nos encontrar com a Cristine, como havia ficado combinado no primeiro dia, para irmos ver um apartamento. Mas primeiro e como ficava a caminho, fomos ver a nossa Faculdade, a de Humanidades, um edifício robusto, com uma arquitectura clássica e junto a ela uma igreja, parte integrante da Universidade, também ela muito bonita, apresentando uma ornamentação requintada e bastante pormenorizada. A nossa primeira impressão foi positiva e ambos ficamos satisfeitos com o ambiente agradável à volta da Universidade.
Tiradas algumas fotos para a posteridade, seguimos caminho para ver o apartamento que ficava a uns metros à frente, onde já nos esperava o proprietário. Entramos no prédio e fomos de elevador até ao décimo andar, o último, e entramos para dentro. O senhor lá nos começou a fazer a visita guiada e a oferta eram três quartos todos quem uma vista fantástica, um deles bem grande que até dava para duas pessoas à vontade, uma pequena cozinha e por último a divisão que menos gostamos e uma das razões pelas quais não ficamos com ele, incluindo o preço (40.000 HUF, 160 Euros, por cada um), a casa de banho que era uma mini - dispensa!! Apesar da localização do apartamento, achamos que era um bocadinho puxado para os nossos orçamentos e decidimos ficar pela residência até aparecer uma nova oportunidade.
Cumprida a agenda, a Cristine levou-nos a visitar o centro da cidade. Ia-mos ao shopping, o Arkad, uma vez que me queria informar sobre como funcionavam os cartões de telemóvel na Hungria para poder contactar com a família. Para tal, apanhamos o autocarro n.º 30 (260 HUF, só ida) que nos levou até à praça principal, um espaço histórico onde se pode encontrar bares, restaurantes e os mais diversos tipos de lojas de comércio. Dentro do centro comercial não faltava nada, pois desde a loja da Nike até à C&A, tínhamos muito por onde escolher e passar um bom bocado. Normalmente são as mulheres que gostam mais destas coisas, agora imaginem andar atrás de duas às compras!
A nossa muito simpática e sempre disponível guia mostrou-nos alguns dos pontos mais importantes dentro do shopping, tipo os correios, o supermercado, a casa de câmbio e depois despediu-se de nós, pois ela também tinha de tratar da vida dela e não a queríamos incomodar mais. Já muito havia feito ela!
Bom, a partir de agora os tugas estavam por sua conta, e mais uma aventura ia começar com a exploração de um novo espaço e de uma nova realidade completamente incógnita no seu longo percurso na Hungria.
Mau era se algo de estranho não tinha de acontecer !! Enquanto a Daniela e a Patricia foram dar uma volta eu fui ao Media Market, pensando que elas me tinham dito que iam ficar na gelataria ali da frente à minha espera. Demorei dez minutos e quando venho para fora deparo que elas não estão lá como havíamos combinado. Esperei um bocado, passaram-se 10 minutos, 20 minutos e eu pensei, si porque eu também penso, só às vezes, que não era normal e então decidi ir à procura delas. Procurei, procurei e nada. Bom, tinhamo-nos perdido. Esperei mais um pouco, mas o tempo foi passando e elas não apareciam e como ján estava cansado e não havia forma de as contactar decidi apanhar o autocarro e vir para o dormitório, onde quando cheguei aterrei literalmente na cama. PUUMMM!! Não sei quanto tempo dormi mas só acordei com a Patrícia a bater-me à porta carregada de sacos tal como a Daniela. Eu vi logo que tinham ido para o larú, compras e mulheres, combinação mortífora, uuuiiiii!! O tempo tinha passado a correr e visto não termos lanchado nada resolvemos ir tratar da paparoca, massa com salsichas e por estranho que pareça estas tinham em seu redor imaginem…plástico. Com a fome não notamos muito e até não estava nada mal. Arrumamos a nossa bagunça, as meninas foram ao quarto pousar algumas coisas e logo regressaram para a cozinha onde estivemos à conversa com os nossos dois amigos italianos de Pádoa, o Andrea e o Davide, dois gajos muito porreiros, sempre prontos à ajudar e virados para a festa. Ainda estivemos a falar um bocado, enquanto esperávamos pelo internet guy, assim ficou baptizado, uma vez que ainda não tínhamos o serviço disponível e só às dez horas seria possível tratar do assunto. E chegada a hora foi o que fizemos, tipo manada, corremos a bater à porta do homenzinho que quando nos viu a todos, deve ter pensado que éramos os cobradores. Não, estou a brincar porque o homem até era dois por dois, por isso.. Tratado o problema, tivemos de esperar cerca de uma hora e depois sim já podíamos navegar e ter acesso à net. Subimos ao dormitório e no corredor já se via podia ver algum pessoal com cervejas na mão, a falar, a cantar, ou seja, uma mini party, à qual acabamos por nos juntar e curtir o primeiro momento erasmus na Hungria. Adorei, pois conheci muita gente e os dados estavam lançados para que desta experiência pudesse tirar o máximo proveito.

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