domingo, 16 de setembro de 2007

Day Off - 06/09/07

Este foi um dia mesmo para descansar pois não fiz nenhum. As miúdas decidiram ir até ao centro fazer umas compras, já sabem como são as mulheres e eu aproveitei a ficar um bocado mais na cama até à uma, à patrão. Entretanto banho e depois fui preparar alguma coisa para trincar.
A tarde passeia no quarto às vezes ia até aos corredores onde encontrava alguém e conversavamos um pouco mas depois cada um seguia o seu caminho. Estive na internet a pesquisar umas cenas e quando dei conta tinha as duas fugitivas a baterem à porta carregadas de compras e a darem-me o tempo para nos encontrarmos na cozinha para preparar a janta que foi filetes de pescada e arroz de tomate. Mais um dia passado
!

Orientation Day – 05/09/07

Dia de apresentações na Universidade, hoje tivemos de nos levantar relativamente cedo, nove da manhã. Tomamos o pequeno almoço a bom ritmo e encaminhamo-nos para a recepção, local marcado para os alunos Erasmus, e depois seguirmos para o Orientation Day.
Chegamos à faculdade por volta das onze pouco depois de estarmos na sala, começou a sessão com os membros do Gabinete de Relações Internacionais. Acolhedores e muito simpáticos. Rondávamos os 70 alunos e estivemos durante cerca de uma hora a receber as informações necessárias sobre a história da nossa nova instituição de ensino, que por sinal é uma das mais antigas da Hungria e da Europa (fundada em 1367).
Terminada a reunião, os membros da nossa universidade tiveram a amabilidade de nos preparar um pequeno lanche. Umas sansuíches e uns docinhos tradicionais que souberam pela vida.
De seguida viemos os três para a residência, a pé, acompanhados pelo Cris (alemão) e pelo Samuel (espanhol). Chegados a casa e com a barriga cheia diriguimo-nos para os nossos quartos e organizar algumas coisas.
De tarde fui com o pessoal de erasmus mas que é da faculdade de business conhecer o recinto, uma vez que iamos escolher advertising and sales promotion, uma cadeira do curso deles. Tmabém eles tinham de tratar de uns assuntos na faculdade pelo que andamos de um lado para o outro mas digi-vos não deu para conhecer nada porque a universidade é enorme e um labirinto autêntico. Mas muito bonita e acolhedora, tal como a nossa de humanidades.
Debaixo de uma chuva constante que se fez notar quase todo o dia, chegamos finalmente à residênica. Entratanto quando cheguei fui até ao quarto das meninas que de tarde tinham ido às compras. Apesar de tudo hoje foi dia ir jantar fora e experimentar um novo menu e fui com os italianos Andrea, Davide e Michael, o Cris, o Masaki, a Alyssa, a Jessica e a Nöemi. Uma cambada deles todos para o restaurante onde a comida até era boa, onde eu comi panados de porco fritos com umas batas fritas juntamente com uma salada e claro não podia faltar uma cervejinha, apesar de não ser SuperBock, com muita pena minha. Estava muito bom!
Acabado o jantar decidimos continuar a nossa longa conversa no dormitório acompanhados por umas bem fresquinhas, visto o restaurante ter que fechar. A noite continuou até às tantas...

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Burocratic Day - 04/09/07

Acariciados pelo som da chuva a cair e encoberto por um céu pouco convidativo à saida da residência lá tive de fazer o sacríficio de me levantar para mais um dia de burocracias a tratar na faculdade. Como sempre acordei cedo, nove da matina, apesar de so termos combinado às dez na cozinha. Confesso que os primeiros dias foram difíceis para dormir e me habituar à cama. Mas as outras duas pegaram-lhe bem e só depois da hora marcada é que apareceram já tendo eu tomado banho e pequeno almoço, só faltava arrancar.
Prontos, seguimos caminho mas como a chuva se fazia sentir decidimos apanhar o autocarro, à borlix mais uma vez. Chegados à universidade, que mais parece um labirinto, só para terem a ideia de como é pequinina, e fomos ter com a nossa coordenadora do curso. Muito simpática recebeu-nos com prazer. Tratamos da papelada relativamente à matricula e inclusive do mais importante o cartão de estudante que dá um montão de descontos, acreditem. Quem nos dera ter uma coisa destas em Portugal!! No final do meeting, ofereceu-nos umas pequenas lembranças da universidade: um saco, uma caneca, um bloco, uma caneca e um porta fotos. Uma boa prenda, mas eu contentava-me bem só com um cheque de 500 mil forint. Piadinha!
Acabada a reunião fomos até ao Árkada no centro da cidade, para trocarmos os nossos cartôes telefónicos na T-Mobile, visto não funcionarem para Portugal. Mas nada a fazer! Só por causa disso fomos almoçar... lasagna.. que por sinal estava muito boa!! Para fazer a digestão demos uma volta pelo shopping e depois fomos ao supermercado comprar algumas coisas que faltavam lá para casa.
Já na residência juntámo-nos os três para escolher as disciplinas que iríamos ter. Uma trabalheira daquelas! O tempo foi passando e já estava quase na hora do jantar pelo que nos fomos encaminhando para a cozinha onde os nosso amigos italianos preparavam também eles o seu piteu. E mais uma noite de festa hoje tínhamos de tirar fotos para o cartão da nossa residência. Depois fomos sair e curtir mais uma noite erasmus, com uma carrada de gente atrás. Já começa a ser hábito!

Início de Semana, Agenda Cheia - 03/09/07

Passados os primeiros dias de impacto na Hungria, iria agora começar o que viria a ser uma semana de agenda cheia. O que esperar disto tudo? A ver vamos... as aulas iniciam-se esta semana mas devido ao facto de termos de escolher novamente as disciplinas que vamos ter ainda não será desta que nos iniciamos nas aulas.
Importunado devido à imensa claridade que se fazia entrar pela janela do quarto soltei um FODA-SE bem alto, uma vez que os meus companheiros de quarto ainda não tinham chegado e visto ser impossível conseguir dormir naquelas condições. Acordei às 9h30 imaginem!! Realmente não há condições! Sem nada para fazer fui tomar banho e preparar o pequeno almoço para logo depois ir chamar as meninas, que ao contrário de mim tiveram mais sorte e dormiram até mais tarde. Quanto elas chegaram à cozinha já eu estava acabar de comer e pronto para arrancar. Enquanto elas comiam qualquer coisa eu ia escolhendo as futuras disciplinas para este ano... 6 ou 7 ainda tava indeciso! Sim, porque há qui pessoal a fazer só três cadeiras e nós portugueses cheios de crença temos de fazer no mínimo 30 creditos, dependendo do número de créditos de cada disciplina. Somos os maiores, pois quem vir até pensa que viemos para cá estudar! Peeeta!! Mas não digam a ninguém!
De seguida, fomos então ao Gabinete de Relações Internacionais conhecer a nossa orientadora de Erasmus: Judit Neméth. Devo dizer que a primeira impressão não foi nada hospitaleira e as caras da Daniela e da Patrícia mereciam uma foto. Demais, apesar de não ter graça devido ao cargo ocupado pela pessoa! O encontro foi marcado com o preenchimento da respectiva papelada (burocracias), tendo-nos depois explicado alguns dos aspectos importantes para a nossa estadia aqui, como por exemplo, autocarros, percurso para a universidade, etc.
Depois de tanta falta de simpatia até fiquei com fome e fomos então preparar uma sopinha de legumes que soube pela vida e de seguida fizemos uns cachorros. Hoje foi dia de mais uma aventura para os tugas, pois era dia de lavar a roupa pela primeira vez. E mau era se não tinhamos mais história para vos contar. Primeiro que soubessemos como funcionava a máquina uuiii boa sorte. Lá tivemos de consultar as instruções que estavam num quadro ao lado já para o caso e mesmo assim enganamo-nos a por o detergente que acabou no lugar respectivo ao amaciador. Moral da história a roupa até ficou lavada, por estranho que pareça mas principalmente ficou a cheirar lindamente. Do best!
Depois deste episódio passamos ao seguinte, onde fomos aos correios, o Posta, pois a Tixa tinha de ir por os postais dela. Entretanto regressamos à residência e fomos fazer horas até à hora da reunião que era ás oito horas, com os coordenadores do nosso piso. São simpáticos até, apesar das condições rigidas que impuseram ao que muitos não reagiram do melhor agrado mas depois de uma boa reflexão concordaram em seguir o posição inicial. Acabada a reunião preparamos a janta e depois eu fui sair com o resto da malta mas não até muito tarde porque no dia seguinte tinhamo-nos de lavantar cedo para ir a faculdade. Grrrr

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Domingueiros - 02/09/07

Depois de uma noite de fórróbódó e sem ressaca, de realçar, apesar do excesso de alcóol consumido, o que sabia mesmo bem era um banho e de seguida o pequeno almoço. E foi o que fiz! Ahahah uma maravilha! Entretanto arrumei o quarto e tratei de umas cenas por aqui até se fazer a hora do almoço. Na ementa estava massa à bolonhesa. Estava muito boa! Para fazer a digestão fomos os três dar um passeio e conhecer um pouco mais a nossa zona. Como tinhamos de ir ao Tesco fazer umas compritas aproveitamos e ficamos pelas redondezas onde visitamos o KIKA, um centro comercial com os mais diversos artigos para se decorar e equipar uma casa.
Acabadas as compras, que por sinal eram muitas, decidimos chamar um táxi mas na zona não havia nada. Decidimos ir para a berma da estrada a ver se conseguiamos apanhar algum mas as nossa intenções sairam frustradas. Até que tivemos para connosco a melhor atitude de simpatia e ajuda até agora, desde que estamos na Hungria. Veio um senhor, com aspecto de sem abrigo nos indicar que tinhamos de ir para a frente do supermercado esperar um táxi. Ao menos foi o que tinhamos entendido, uma vez que só percebiamos os gestos e mesmo assim mal. Lá ficamos para aí cinco minutos à espera e nada, até que o tal senhor se dirigiu a mim e me pediu para ir com ele dentro do supermercado, tendo a amabilidade de pedir à funcionária que nos chama-se um táxi. Sem palavras para uma atitude destas e sobretudo sem nos conhecer de lado nenhum.
Super cansados estavamos finalmente em casa. Arranjamos as coisas todas e estava quase na hora do jantar, que por sinal seria frango de churrasco e batatas fritas, que trouxemos do Tesco. Enquanto jantavamos, a cozinha ia-se inundando de pessoas que também elas se preparavam para cozinhar qualquer coisa rápida uma vez que era noite de festa, mais uma, mas desta vez numa das residências estudantis. E lá fomos tipo excursão, com o “Colombo” (Chris) a comandar as tropas, pois era ele que tinha o mapa do tesouro, mais uma noite erasmus. Passamos um bom bocado a dançar e a rirmos-nos das figuras uns dos outros mas devido ao calor insuportável que se fazia sentir dentro do bar decidimos vir todos cá para fora conversar. Pouco depois da uma e meia viemos para o dormitório descansar porque no dia seguinte tinhamos encontro marcado com a Coordenadora do Gabinete de Relações Internacionais para tratar da nossa papelada.

Apalpar terreno - 01/09/07

Ainda meio a dormir, fui obrigado a acordar devido à forte luz que se fazia entrar pelo quarto dentro, uma vez que o cortinado não era suficiente para cobrir a largura de toda a janela. Lá teve de ser e depois do banho dirigi-me para a cozinha onde já estavam as duas dorminhocas prontas para preparar o almoço, desta vez e para não variar massa com fêveras grelhadas. Mas como ainda existem pessoas solidárias no mundo, o nosso amigo Chistopher lá nos emprestou um pacote de massa porque nos tínhamos esquecido de comprar o arroz.

Já com o papo cheio arrumamos tudo e fomos para os quartos, cada um fazer a sua vida, e foi então que tive a ideia de criar um blog para relatar todos ou quase todos os acontecimentos e aventuras dos tugas, porque também não se pode contar tudo, desculpem lá. São vidas!! Contudo, a vontade não era muita e só criei mesmo a conta porque escrever, pró tecto. Às quatro horas, como tínhamos combinado, encontramo-nos para fazer mais umas compras. Pelo caminho encontramos um Post Office, o Posta, e mais à frente estava o supermercado chamado “Plus”, que acho que também existe em Portugal.

Fizemos as compras, os preços eram baratos e agora vinha a parte mais difícil… carregar com os sacos até á residência que ainda ficava distanciada. Mas teve de ser e aos bocados conseguimos chegar a casa e o que é que ganhamos com isto?.. Umas mãos calejadas e cheias de dores. O depósito estava vazio depois do esforço dispendido e então resolvemos reabastecer, com um combustível sem espinhas e ossos… arroz e nuggets de frango. No final arrumamos tudo e desta vez coube-me a mim a tarefa de lavar a louça. Deviam ter visto o je a dar festival na cozinha, ah pois é!

Cumprida a minha missão estava na hora dos pipis se arranjarem para irem para a noite. Juntei-me ao resto do grupo que contava com 15 pessoas, que já estavam na sala de convívio a conversar, a beber, a tirar fotos, e prontos para abraçar a primeira noite em alguns bares e discos no centro da cidade. Fomos então a um bar bem conhecido na zona, o Elephant, um espaço agradável, com boa música e com uma selecção de mulheres que nem vos conto. JASUS! Tivemos assim, o primeiro contacto com as verdadeiras devoradoras de homens, em que algumas senhoras mediam os seus bons dois metros de altura. Mas só para confirmar, a ver se não era dos meus olhos ou da bebida, pus-me de pé e até comparei alturas, ao que devo dizer era um menino à beira delas. O pessoal reparou no meu acto sarcástico e sem demoras a risada foi geral, porque eu sou mesmo pequeno, mas só em altura, pois um dia ainda hei-de ser grande e hás-de vir aqui ao MENINO!

Passado o primeiro round decidimos mudar de tasco e dirigimo-nos para uma disco, a Basis, onde aí podíamos dançar um bocado e conviver com as comunidades locais. A noite foi por ela fora e quando nos demos conta do tempo já ele tinha passado muito depressa e tava na horinha de ir fazer óó!

sábado, 8 de setembro de 2007

O Dia Seguinte - 31/08/07

Depois de uma boa noite de sono, sabia bem era um bom duche para acordar e relaxar da exaustiva viagem. E foi o que fiz! Entretanto preparamos qualquer coisa só para enganar o estômago, que havíamos comprado na noite anterior no Tesco, um supermercado tipo continente com uma enorme variedade de produtos, que costuma estar aberto 24horas, pois tínhamos acordado tarde e às 14h00 devíamos de nos encontrar com a Cristine, como havia ficado combinado no primeiro dia, para irmos ver um apartamento. Mas primeiro e como ficava a caminho, fomos ver a nossa Faculdade, a de Humanidades, um edifício robusto, com uma arquitectura clássica e junto a ela uma igreja, parte integrante da Universidade, também ela muito bonita, apresentando uma ornamentação requintada e bastante pormenorizada. A nossa primeira impressão foi positiva e ambos ficamos satisfeitos com o ambiente agradável à volta da Universidade.
Tiradas algumas fotos para a posteridade, seguimos caminho para ver o apartamento que ficava a uns metros à frente, onde já nos esperava o proprietário. Entramos no prédio e fomos de elevador até ao décimo andar, o último, e entramos para dentro. O senhor lá nos começou a fazer a visita guiada e a oferta eram três quartos todos quem uma vista fantástica, um deles bem grande que até dava para duas pessoas à vontade, uma pequena cozinha e por último a divisão que menos gostamos e uma das razões pelas quais não ficamos com ele, incluindo o preço (40.000 HUF, 160 Euros, por cada um), a casa de banho que era uma mini - dispensa!! Apesar da localização do apartamento, achamos que era um bocadinho puxado para os nossos orçamentos e decidimos ficar pela residência até aparecer uma nova oportunidade.
Cumprida a agenda, a Cristine levou-nos a visitar o centro da cidade. Ia-mos ao shopping, o Arkad, uma vez que me queria informar sobre como funcionavam os cartões de telemóvel na Hungria para poder contactar com a família. Para tal, apanhamos o autocarro n.º 30 (260 HUF, só ida) que nos levou até à praça principal, um espaço histórico onde se pode encontrar bares, restaurantes e os mais diversos tipos de lojas de comércio. Dentro do centro comercial não faltava nada, pois desde a loja da Nike até à C&A, tínhamos muito por onde escolher e passar um bom bocado. Normalmente são as mulheres que gostam mais destas coisas, agora imaginem andar atrás de duas às compras!
A nossa muito simpática e sempre disponível guia mostrou-nos alguns dos pontos mais importantes dentro do shopping, tipo os correios, o supermercado, a casa de câmbio e depois despediu-se de nós, pois ela também tinha de tratar da vida dela e não a queríamos incomodar mais. Já muito havia feito ela!
Bom, a partir de agora os tugas estavam por sua conta, e mais uma aventura ia começar com a exploração de um novo espaço e de uma nova realidade completamente incógnita no seu longo percurso na Hungria.
Mau era se algo de estranho não tinha de acontecer !! Enquanto a Daniela e a Patricia foram dar uma volta eu fui ao Media Market, pensando que elas me tinham dito que iam ficar na gelataria ali da frente à minha espera. Demorei dez minutos e quando venho para fora deparo que elas não estão lá como havíamos combinado. Esperei um bocado, passaram-se 10 minutos, 20 minutos e eu pensei, si porque eu também penso, só às vezes, que não era normal e então decidi ir à procura delas. Procurei, procurei e nada. Bom, tinhamo-nos perdido. Esperei mais um pouco, mas o tempo foi passando e elas não apareciam e como ján estava cansado e não havia forma de as contactar decidi apanhar o autocarro e vir para o dormitório, onde quando cheguei aterrei literalmente na cama. PUUMMM!! Não sei quanto tempo dormi mas só acordei com a Patrícia a bater-me à porta carregada de sacos tal como a Daniela. Eu vi logo que tinham ido para o larú, compras e mulheres, combinação mortífora, uuuiiiii!! O tempo tinha passado a correr e visto não termos lanchado nada resolvemos ir tratar da paparoca, massa com salsichas e por estranho que pareça estas tinham em seu redor imaginem…plástico. Com a fome não notamos muito e até não estava nada mal. Arrumamos a nossa bagunça, as meninas foram ao quarto pousar algumas coisas e logo regressaram para a cozinha onde estivemos à conversa com os nossos dois amigos italianos de Pádoa, o Andrea e o Davide, dois gajos muito porreiros, sempre prontos à ajudar e virados para a festa. Ainda estivemos a falar um bocado, enquanto esperávamos pelo internet guy, assim ficou baptizado, uma vez que ainda não tínhamos o serviço disponível e só às dez horas seria possível tratar do assunto. E chegada a hora foi o que fizemos, tipo manada, corremos a bater à porta do homenzinho que quando nos viu a todos, deve ter pensado que éramos os cobradores. Não, estou a brincar porque o homem até era dois por dois, por isso.. Tratado o problema, tivemos de esperar cerca de uma hora e depois sim já podíamos navegar e ter acesso à net. Subimos ao dormitório e no corredor já se via podia ver algum pessoal com cervejas na mão, a falar, a cantar, ou seja, uma mini party, à qual acabamos por nos juntar e curtir o primeiro momento erasmus na Hungria. Adorei, pois conheci muita gente e os dados estavam lançados para que desta experiência pudesse tirar o máximo proveito.

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Hungria Erasmus Tour 2007: O Início da Aventura - 30/08/07

Três e meia da manhã toca o despertador para um novo dia pleno de emoções e muita expectativa em relação à viagem e ao que nos espera na Hungria, mas ao mesmo tempo, uma certa tristeza e angústia apoderou-se de mim por deixar para trás a vida que bem conheço e principiar uma nova etapa que me levará, espero, a muitas alegrias e sucessos.

O percurso até ao aeroporto demorou cerca de vinte minutos e pelo caminho ía recebendo algumas mensagens de amigos que na noite anterior não puderam estar presentes na despedida mas que mesmo assim quiseram expressar o seu apoio e amizade desejando-me boa sorte e que tudo corresse bem.
No aeroporto já a Patrícia, uma das minhas duas companheiras nesta aventura, me esperava acompanhada pelos pais e alguns familiares, com a Daniela também acabada de chegar, trazendo atrás dela uma comitiva de
despedida que mais parecia uma claque. Uma vez que estávamos prontos e já com os bilhetes na mão dirigimo-nos ao balcão para fazer o check in, numa viagem que nos levaria do aeroporto Francisco Sá Carneiro até ao de Figo Maduro, em Lisboa. Ultimados os últimos pormenores veio a parte mais difícil, a despedida dos nossos familiares com muitas lágrimas à mistura seguidas dos últimos conselhos para que tudo corresse da melhor forma possível durante os próximos quatro meses. Descolamos às 06h15 para uma viagem de cerca de 50 minutos, que correu sem problemas.
Chegados a Lisboa fomos tomar o pequeno - almoço ao Harrod’s, só para matar o “bichinho” e descansar um pouco de toda a emoção. Entretanto, como tínhamos de esperar pela ligação do voo de Lisboa para Budapeste (capital da Hungria), encaminhamo-nos para a sala de espera onde um considerável número de pessoas esperava, ao que viemos a concluir, pelo mesmo avião. A hora da partida deveria ter sido às 10h15 minutos, contudo, devido a um atraso partimos da nossa capital vinte minutos depois da hora marcada. Prontos para a verdadeira partida, começou-me a vir ao pensamento todos aqueles sentimentos que qualquer um tem quando abandona o que tão bem conhece e parte para algo que anseia ser grandioso mas que não sabe ainda bem o que esperar, só reza para que seja bom.
Por fim lá levanta-mos voo rumo ao desconhecido e já com saudades de tudo e de todos. A viagem teria a duração de 3h30minutos, pelo que decidimos repousar um pouco para enfrentar o longo caminho que ainda nos esperava. Após uma boa sesta, foi-nos servido o almoço de confecção portuguesa e por sinal o último nos próximos tempos. Ai que saudades que vou ter dos cozinhados da minha mãe. Depois de alguma turbulência que se fez sentir lá aterramos no aeroporto de Budapeste para agora sim começar a verdadeira aventura. E que aventura!
Desembarcamos do avião e fomos directos buscar as malas onde esperamos uns bons 20 minutos. Ao fim desse tempo começamos a ficar preocupados, pois só tínhamos a roupa do pêlo e se algo tivesse acontecido à bagagem não havia muito a fazer, pois tínhamos a barreira da língua, uma vez que não encontramos ninguém a não ser um outro estudante português e esse sim ajudou-nos, que nos pudesse prestar qualquer auxílio. Até que por fim lá vieram as benditas e o alívio foi geral. Pelo meio disto tudo tive que cambiar dinheiro, Euros por Forints (HUF moeda oficial do país) e só depois seguimos caminho.
Já no terminal do aeroporto, o próximo passo era encontrar um meio de transporte que nos levasse até Budapeste para apanharmos o comboio para Pécs, cidade de destino. O meio que achamos mais conveniente foram os “minibus” (pagamos 2.300 HUF cada), umas carrinhas Ford de sete lugares, quase a cair aos bocados mas que nós os três achamos muita graça. A viagem do aeroporto até à estação de comboios não demorou mais de 20 minutos pelo que ainda tínhamos tempo para apanhar o IC Train (o inter-cidades da Hungria) que supostamente devia ser rápido!!!! Eu conto já mais à frente!
Na estação perguntamos pelas bilheteiras e lá fui eu e Patrícia comprar os bilhetes enquanto a Daniela ficou responsável por tomar conta de um montão de malas, que têm uma históooria! Comprados os bilhetes (3.750 HUF cada) tentamos saber qual seria a nossa linha, o que confesso foi um desafio, tipo jogos sem fronteiras. Primeiro vimos no placard electrónico onde marcava a nossa linha, a 13. No entanto à nossa frente só havia a linha 5, 7, 8, 9 e 10 e nada do resto. Optámos por perguntar às pessoas, uma vez que a pessoa que nos atendeu nas bilheteiras era quase um zero à esquerda no inglês. Contudo, ninguém percebia o que queríamos e andávamos de um lado para o outro com as malas e linha nem vê-la. Até que lá apareceu uma alma caridosa que num inglês meio arremessado nos indicou o caminho certo. Faltava um minuto para o embarque e nós toca a dar ao pedal e com alguma sorte o “pica” ainda nos deixou entrar tendo sido muito prestável ao ajudar-nos a carregar as malas para o comboio. Finalmente íamos a caminho de Pécs!
Mas esperem porque a aventura não acaba aqui! Sim, porque os nossos lugares estavam três carruagens mais à frente pelo que tivemos que atravessa-las, carregados com as malas e com muito pouco espaço de manobra. O verdadeiro desafio, acreditem!!! Depois de ter-mos suado e bem a camisola, estava na hora do merecido descanso dos guerreiros. A viagem demoraria cerca de 3h45minutos, mais coisa menos coisa, pelo que decidimos recostar, se é que assim se pode dizer num comboio apinhado de gente e de malas por todos os lados. Mas o pior até nem foi isso, pois quando ao fim de meia hora comecei a notar que a velocidade máxima a que o comboio circulava não ultrapassava os 50, 70 Km/H, começou-me a dar uma coisa má e só me apetecia chamar a “guarda” (esta é para quem me entende).
A viagem prosseguia a um ritmo de chorar e desesperar, visto depois de mais de cinco horas de viagens ainda ter que fazer mais três e tal àquela velocidade, decidi ir beber uma água para acalmar e me refrescar um pouco do tempo que, apesar de nublado estava bastante abafado. E não, não era do aquecimento porque não tinha.

O tempo lá foi passando e à medida que nos íamos aproximando de Pécs, segundo o rapaz com quem havia metido conversa, que com algum esforço me ia fornecendo algumas informações sobre a nossa possível localização, uma vez que as outras duas aventureiras tinham “fechado para obras, também o rapaz húngaro era um estrangeiro por aquelas bandas. Pelo meio fomos presenteados com as paisagens características da região, com alguns lagos e campos de cultivo à mistura, outros baldios, circundados por uma vegetação e uma flora bem diferente da que conhecemos, mas que fez sentir a sua presença e encanto.
Por fim, chegamos ao nosso destino, a cidade de Pécs, onde já nos esperava na estação a nossa guia, Cristine, uma estudante local que nos iria levar até ao nosso dormitório, ajudar-nos na instalação e com as burocracias normais destas andanças e por sinal muito simpática e prestativa ao ajudar-nos com a bagagem. Seguimos então da estação para a residência, Szántós Kollegium, de táxi (473 HUF cada), onde depois de descarregar as malas tivemos de subir até ao primeiro andar… pelas escadas, pois não havia elevador!! Mas esperem porque ainda está para vir o melhor. Contudo, houve um rapaz, estudante também, que teve a delicadeza de nos dar uma mãozinha com as malas. Na recepção a Cristine tratou de tudo com a funcionária de serviço, que apesar de não termos percebido nada foi muito atenciosa e simpática. Já com as chaves na mão só pensávamos em chegar aos quartos e conhecer o nosso habitat, e eis que surge o desafio dos desafios. Tínhamos que subir até ao quarto anda,r porque não havia mais para subir, para depois finalmente podermos descansarmos. DISSE MAL DA MINHA VIDA E DA OUTRA, ACREDITEM!!!
Bom, lá tinha que ser por isso metemos mãos ao trabalho e toca a carregar as malas por lá cima até ao último piso. A operação ainda demorou uns dez minutos, porque pelo meio já faltavam as forças, mas quando a Cristine perguntou o que queríamos para comer, surgiu-me assim uma força inesperada e a entrega ficou feita num instante, tipo DHL. Serviço terminado estava na hora de encher o depósito porque isto não anda só a pão e água. Pedi-mos então uma pizza familiar para os três, uma vez que a Cristine tinha de ir embora e não podia partilha-la connosco, e enquanto esperávamos (cerca de 30minutos) fomos pousar tudo aos quartos e tomar uma banhoca bem merecida para depois comer e descansar. A pizza entretanto chegou, comemos e depois cada um foi para o seu quarto, pois o dia tinha sido desgastante.